domingo, 4 de abril de 2021

Texto de Lya Luft em Perdas & Ganhos - narração Beth Lilás

 


“Mas o que pode haver de positivo em ficar velho?” perguntaram-me um dia. “Diga uma coisa só, e vou acreditar.” As qualidades interiores vão sobressaindo, afirmando-se sobre as físicas. Ao contrário da pele, cabelos, brilho de olhar e firmeza de carnes, elas tendem a se aprimorar: inteligência, bondade, dignidade, escutar o outro. Capacidade de compreender. Mas é preciso que exista algo interior para sobressair: o desgaste físico será compensado pelo brilho de dentro. Não será preciso nem mutilar-se com cirurgias além do razoável, maquilagem exagerada, roupas extravagantes.., nem ocultar-se porque estamos maduros, ou já estamos velhos. Se a transformação que se efetua em nosso corpo é inexorável, sua velocidade e características dependem de genética, cuidados, saúde, vitalidade interior também. Com o inexorável só há uma saída, e não será fugir: é vivenciá-lo do melhor modo que posso. A questão não é que a vida fique suspensa, mas que a gente viaje com ela, em lugar de paralisar-se e ficar atrás.
Se não formos demasiado tolos, gostaremos de nossa aparência em todos os estágios. Olhar-se no espelho e dizer: “Bom, essa sou eu”. Nem extraordinariamente conservada nem excessivamente destruída. Estou como se está nesta fase. E se eu sou assim, gosto de mim. Sou a minha história. Pois não somos só nossa aparência; mas somos também nossa aparência. Negá-la é negar o que, afinal, nos tornamos. Por isso, se é melancólico negligenciar a aparência, é patético querermos parecer ter 20 anos aos 40, ou 40 aos 70. Deveríamos querer ser belas, dignas, elegantes e vitais pessoas – de 60 ou 80 anos. Felizes, ainda, aos oitenta anos.


P.S.:  Pessoal, obrigada pelos comentários que me deixaram, mas infelizmente, sem querer, deletei esse post fazendo limpeza no Blog.  Vou tentar copiar nos comentários tudo o que me deixaram. 






quinta-feira, 18 de março de 2021

Mulher demais ... - poesia de Nilton Lobo - Narração de Lu Hadad

 

O que a faz

Ser assim demais,

Além da linha do horizonte,

Por cima das nuvens e montes...?

O que a traz

Na persistência destas batalhas?

Essa paz

Essa força de luz

Que traduz sentimentos,

Rasga as mortalhas...

Tantas mulheres em uma só,

Tantas vozes que não se calam,

E espalha ao seu redor,

Esse amor em movimento,

Levado no vento,

Para aplacar dor...

Uma centelha,

A doce, frágil

Inquebrável guerreira,

Uma mulher inteira

Sem tempo para desistir...

Nilton P. Lôbo





terça-feira, 9 de março de 2021

(Starry Starry Night) um tributo a Vincent Van Gogh


Pouca gente sabe, mas a música Vincent (Starry, Starry Night), escrita por Don McLean nos anos 70, é um tributo à Vincent Van Gogh.

O título da canção refere-se ao quadro “Starry Night” (Noite Estrelada), uma das mais famosas pinturas do artista holandês, e  descreve diferentes quadros do pintor. Confira abaixo, linda música e as pinturas de Van Gogh.