domingo, 25 de setembro de 2011

O verso e o reverso


-Corbis-

Conheçam o amigo poeta, português, sensível e sempre apaixonado - Manuel Marques  do Blog Constância.




desligo-me
mas não consigo
continuas presente
no meu desejo
ardente...

Assim como a Lua
as estrelas a brilhar
a rua
o Céu
e o mar...

Fazes parte
do meu universo
és a minha sombra
o meu reflexo
o verso e o reverso...




domingo, 18 de setembro de 2011

Receita para Setembro


Setembro é o mês que todos esperam com alegria , nele começam os cantos dos pássaros se acasalando , anunciando a primavera em flores e cores.
A autora destas lindas palavras em forma de poesia é Rossana do Blog Batom e Poesias, simplesmente uma pessoa tão sensível e com flores na alma poderia ter escrito esta delicada receita para setembro. Não deixem de visitar seu blog e constatarem o que eu digo.
(Clique e ouça)

Receita para Setembro

Pegue alguns passarinhos
de todos os tamanhos
Escolha os bem ruidosos
e junte às borboletas
Mas não guarde
nem faça nada
Pegue sem segurar
capture com o olhar
Separe umas formiguinhas
e abelhas pequenininhas
Adquira piados
coaxos e zunidos
Ouça de olhos fechados
e alma escancarada
Despeje alguns sorrisos
Uma ou outra gargalhada
Aqueça o sol por primazia
até dourar o coração
Assopre uma brisa fresca
e reserve muitas cores
[despreze o gris]
Salpique pétalas de flores
e espera...
Já já está pronta
a primavera...








sexta-feira, 9 de setembro de 2011

De Grão em Grão


Conheçam este delicioso blog e sua dona, Wania, poetisa, uma mulher que acredita na vida e nas benditas palavras bem ditas.


Passear de mão

Beijo sem obrigação

Na bunda, um beliscão

[pura safadeza, não dói não]


Pisar no céu

Voar no chão

Que delícia este nosso amor

Arroz com feijão




sábado, 3 de setembro de 2011

Reminiscências



Ela é portuguesa e como tal sabe fazer poesia.  Em seu blog Searas de Versos poderão encontrar mais desta excelente poetisa -  Lidia Borges.



Revolvo reminiscências
enquadradas em imagens mate
na gaveta das relíquias.
Ganham corpo, crescem desmesuradamente,
transbordam, tomam tudo em redor
Entre os cansaços do entardecer
tomam tudo em redor…

Fico vazia de mim a mensurar distâncias
A desligar estrelas para moldar a noite
Porque o respirar magoa, à luz ardente das mãos

Quando ela chega – a noite - escura e dócil
escorregando pela esquadria sóbria da janela
pergunto-lhe: sabes resolver enigmas?
É necessário redimensionar sentires
Comprimi-los, reduzi-los ao seu tamanho real
Atá-los com fitas de veludo em cruz
A confluírem num laço bem apertado
para que caibam de novo na pequena gaveta
onde os tinha guardado.






Imagem- Pintura - Theodor kleehaas